Idéias estampadas no peito – Diário do Nordeste

Ela já foi usada como roupa íntima, pintada por Michelangelo, proteção contra frio e transpiração, vestimenta de ídolo hollywoodiano, meio de expressão ideológica e até de propaganda. A roupa unissex mais democrática do guarda-roupa chega à atualidade, conquistando, a cada dia, mais adeptos, criadores e lojas especializadas (veja matéria abaixo).

Embora a origem date da antiguidade romana, quando era usada a camisia, versão inicial do que seria hoje a nossa camiseta, seu significado maior se desenvolveu a partir do século XX.

Usada debaixo do uniforme pelos soldados europeus na Primeira Guerra Mundial, foi copiada pelos americanos que a popularizou como t-shirt. Na Segunda Guerra, torna-se corriqueira nas revistas da época, agregando significados, pois eram usadas pelos soldados, considerados verdadeiros heróis naquele período.

Porém, foi o cinema na década de 1950, com a figurada de Marlon Brando, no filme “Um bonde chamado desejo” e de James Dean em “Juventude transviada” que o traje invadiu a esfera civil, virando ícone de rebeldia.

Nas duas décadas seguintes, é introduzida na indumentária feminina, tornando-se meio de expressão dos anseios juvenis, propagando mensagens pacifistas. As grandes marcas dos anos 1980, embaladas pelo espírito consumista imprimiram seus símbolos sinalizando aos consumidores poder e individualidade. Diferente da década de 1990, quando a camiseta revelou a falta de ideais de uma geração. O traje, na atualidade, declara gostos e o estilo de vida de quem a usa, uma vez que se apropria da miscelânea de informações as quais estamos expostos.

Com apelo pop e irreverente, as estampas fazem apologia aos mangás, séries americanas e tecnologia. Trazem personagens de filmes, divas da música, divindades religiosas, bem como mensagens de duplo sentido ou subliminar. O fato é que esta indumentária tornou-se um meio de comunicação de si para com o mundo.

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