RESENHA – GLEE (Season 1)

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By Rafaela Rebouças (A Ewok)

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Com as recentes quatro indicações para o globo de ouro, Glee vem se confirmando como uma das séries de maior destaque dessa temporada.

Imagine um mundo onde High School Musical é interessante. Sim. Basta você tirar todos aqueles adolescentes com cara de comercial de pasta de dente e acrescentar uma trilha sonora verdadeiramente decente, cantada por um grupo de jovens com talentos musicais reais e que estão longe de ser o perfeito estereótipo americano, pelo contrário, eles são losers. Esse é o espírito de Glee. Uma dramédia musical que traz como personagens centrais os indivíduos excluídos de um colégio que enxergam no coral (glee) sua chance de mostrar que também têm potencial.

Toda essa história começa quando Will Schuester (Matthew Morrison), um professor de espanhol frustrado, tenta reativar o coral da escola. Will é inspirado pela sua juventude, quando fazia parte do coral em seus anos de glória e sente-se motivado a reviver aquela época.

Acontece que o coral está atualmente jogado às traças e ele tem que fazer o esforço solitário de reerguê-lo. São poucos os interessados a ingressar no coral, mas com o passar dos episódios, o professor consegue montar seu time por completo, tendo chances de participar do campeonato regional. Nesse tempo, surgem alguns interessados em boicotá-lo, como é o caso da treinadora Sue (Jane Lynch) que rivaliza abertamente com Will, e até mesmo Terri (Jessalyn Gilsig), sua esposa paranóica e carente de atenção. Outro destaque é Emma Pillsbury (Jayma Mays) que interpreta uma orientadora misofóbica (que vê sujeira em todos os lugares) que tem uma queda por Will e freqüentemente ajuda o professor.

Entre os alunos estão Rachel (Lea Michele), obcecada por perfeição e por se tornar uma estrela; Finn (Cory Monteith), jogador de futebol americano que entra no coral sob ameaça (uma longa história pra contar aqui); Mercedes (Amber Riley), uma Beyoncé com cem quilos a mais; Kurt (Chris Colfer) um soprano homossexual; além de outros personagens como uma gaga e até mesmo um cadeirante.

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A trilha conta com temas de filmes como Grease e Chicago, ou de musicais conceituados como Lès Miserables, mas também traz músicas de Amy Winehouse, Katy Perry, entre outros intérpretes de destaque na atualidade.

Glee foi criada por Ryan Murphy, responsável por séries como Nip/Tuck e Popular, que resolveu dessa vez brincar um pouco com os clichês dos colégios americanos, através de muita ironia, música e humor negro.

Apesar dos diversos pontos positivos, como os já citados acima, não posso deixar de apontar que a série peca um pouco quanto ao roteiro, que às vezes parece raso, e às tramas de alguns personagens, que dão a impressão de estar perdidos na história ou fazer papel de cameo. No entanto, Glee cumpre o seu papel de entretenimento e eu recomendo não só pela boa música, mas pelas boas atuações, diálogos ácidos e situações engraçadas que tornam o conjunto da obra interessante.

4 respostas para “RESENHA – GLEE (Season 1)”

  1. Danilo disse:

    Co-autor da ótima resenha. *Pigarro*

  2. Tat√° disse:

    Concordo com tudo citado, eu esperava muito mais da serie ainda mais por ser criada pelo Ryan Murphy, mas infelizmente n√£o tem tramas envolventes… ou sequer uma trama!
    só vale pelas musicas! =]

  3. Mayrete disse:

    Eu gosto de Glee, mas só por causa das músicas e da Sue, bom o resto dá para aturar, mas dá para assistir a série de cerebro totalmente desligado, já que o roteiro NÃO EXISTE!

  4. Rodrigo disse:

    Well done!

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